Jovens plantam árvores em Viseu fortalecendo a área de floresta mais resistente

  • No próximo dia 13 de março, pelas 10h, em Sanginhedo de Maçãs, na freguesia de Lordosa, no concelho de Viseu
  • Iniciativa promovida pela Quercus e pela Corticeira Amorim, desenvolvida no âmbito do programa “Aldeias Suber Protegidas” que visa a prevenção de incêndios

No âmbito do programa “Aldeias Suber Protegidas”, lançado pela Quercus e pela Corticeira Amorim, um grupo de 50 alunos das EB 2/3 Dr. Azeredo Perdigão e EB1 de Bigas, assim como da Escola Superior Agrária de Viseu, vai plantar 255 árvores, das quais 50 sobreiros, 200 carvalho-alvarinho, 5 medronheiros. A ação será realizada no próximo dia 13 de março, pelas 10h, em Sanginhedo de Maçãs, na freguesia de Lordosa, no concelho de Viseu, com o objetivo de restaurar a área com espécies autóctones, contribuindo para a transformação da paisagem junto de aldeias, reconvertendo o uso do solo para uma floresta de folhosas mais resiliente. 

A Quercus, Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA), e a Corticeira Amorim, líder mundial na transformação de cortiça, estão a promover o programa “Aldeias Suber Protegidas”.  Um programa pioneiro que tem como objetivo principal melhorar a resiliência dos espaços florestais e elevar a segurança e a qualidade de vida nas aldeias localizadas em áreas de elevado risco de incêndio rural ou florestal. Centra-se na prevenção de incêndios, implementando medidas proativas para reforçar a resiliência das florestas nas proximidades destas aldeias. Visa, também, a proteção e valorização das aldeias, criando faixas de proteção com sobreiros e outras espécies folhosas autóctones, uma estratégia que simultaneamente promove a biodiversidade e facilita a adaptação às mudanças climáticas. O programa fomentará ainda o envolvimento comunitário e a cidadania ativa, o desenvolvimento social e o progresso nas áreas abrangidas, bem como a promoção das florestas e do montado, através do aumento do conhecimento sobre os ecossistemas locais e da adoção de medidas sustentáveis para a sua conservação.

O programa “Aldeias Suber Protegidas” arrancou com um projeto-piloto em Unhais da Serra, no dia 23 de novembro, de 2023. Sendo considerada um local privilegiado para a plantação de 500 sobreiros e 50 azinheiras, devido a um grande incêndio que vivenciou no ano 2018. A iniciativa contou com a colaboração voluntários da escola EB 2/3 de Paul e EB1 de Unhais da Serra.

Cristina Rios de Amorim, Administradora da Corticeira Amorim responsável pela Sustentabilidade, reforça o “tal como todos os portugueses, vemos com enorme preocupação a sucessão de incêndios, de consequências gravíssimas a todos os níveis – social, ambiental e económico. Por isso, valorizamos todas as ações que possam prevenir a sua ocorrência e que fomentem a segurança e a proteção das comunidades locais. Este programa “Aldeias Suber Protegidas” está profundamente alinhado com a nossa estratégia de responsabilidade e de sustentabilidade, refletindo o nosso empenho em harmonizar o negócio com o máximo respeito e cuidado pelo meio ambiente e pelas comunidades. Esperamos que esta iniciativa sirva de referência e estímulo para que outras entidades se juntem a nós neste esforço crucial de preservação e gestão das florestas, contribuindo ativamente para a proteção das regiões mais vulneráveis aos desafios ambientais atuais e futuros. “

De olhos postos no futuro, o programa prevê expandir-se a outras zonas geográficas, abrindo candidaturas para que mais aldeias se possam juntar ao projeto no ciclo de plantação de 2024/25. Com a ambição de plantar, pelo menos, 20 000 árvores, estima-se que o programa se torne um referencial na conservação ambiental e no fomento de práticas sustentáveis em Portugal.

Sobre a Corticeira Amorim:

A Corticeira Amorim é o maior grupo de transformação de cortiça do mundo. Fundada em 1870, a empresa detém hoje dezenas de unidades de negócio espalhadas pelos cinco continentes, exporta inúmeros produtos para mais de 100 países e conta com uma rede diversificada de 30 mil clientes. Assentando a sua atuação em fortes credenciais de sustentabilidade, e desenvolvendo uma atividade com impacto positivo na regulação do clima, a Corticeira Amorim disponibiliza um conjunto de soluções, materiais e artigos para algumas das atividades mais tecnológicas, disruptivas e exigentes do globo, como serão exemplos as indústrias aeroespaciais, automóvel, construção, desporto, energia, design de interiores, e vinhos, espumantes e espirituosas. Atualmente sob a liderança da quarta geração da família, que cultiva os valores da sobriedade, ambição, iniciativa, orgulho e atitude, os mesmos de sempre destes 150 anos de bem-sucedida história, a empresa investe milhões de euros anualmente em I&D+I, e registou, em 2023, 986 milhões de euros em vendas consolidadas.

Saiba mais sobre o nosso projeto Florestal em: https://www.amorim.com/pt/inovacao/id-inovacao/inovacao-na-floresta/4084/

Sobre a Quercus:

A Quercus é uma Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA) portuguesa de utilidade pública fundada a 31 de outubro de 1985. É uma associação independente, apartidária, de âmbito nacional, sem fins lucrativos e constituída por cidadãos que se juntaram em torno do mesmo interesse pela Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais e na Defesa do Ambiente em geral, numa perspetiva de desenvolvimento sustentado. A Associação designa-se Quercus por ser essa a designação comum em latim atribuída aos Carvalhos, às Azinheiras e aos Sobreiros, árvores características dos ecossistemas florestais mais evoluídos que cobriam o nosso país e de que restam, atualmente, apenas relíquias muito degradadas. Ao longo dos anos, a Quercus tem vindo a ocupar na sociedade portuguesa um lugar simultaneamente irreverente e construtivo na defesa das múltiplas causas da natureza e do ambiente. O seu âmbito de ação abrange hoje diversas áreas temáticas da atualidade ambiental, onde se incluem, além da conservação da natureza e da biodiversidade, a energia, a água, os resíduos, as alterações climáticas, as florestas, o consumo sustentável, a responsabilidade ambiental, entre outras. Este acompanhamento especializado é, em grande parte, suportado pelo trabalho desenvolvido por vários grupos de trabalho e projetos permanentes.